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Bem-vinda(o) à MarMel visualARTS do premiado artista Ton MarMel que desde infante manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, participou de dezenas de salões, exposições no Brasil e exterior, é Doutor em Direito Público que tem a missão de oferecer conhecimento, obras e serviços de excelência com criatividade, segurança e eficiência. 


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terça-feira, julho 18, 2017

ARTE SOCIAL


A Arte Social: busca cercear as produções artísticas contemporâneas possui ênfase nas trocas sociais como meio de realização de propostas artísticas. Ela defende a criação de realidades possíveis dentro de um contexto específico através dos intercâmbios pessoais. 





A arte ambiente ou ambiental: é uma tendência da arte contemporânea que se volta mais decididamente para o espaço - incorporando-o à obra e/ou transformando-o -, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. 


A arte, por meio de suas obras, é uma aparência de verdade, testemunhando um mundo dominado pela violência. Por isso, a arte de Portinari representa esse testemunho. Uma obra cuja forma denuncia a opressão, uma vez que não se deve levar em conta o retrato dos Retirantes, mas sim como são retratados, em traços destorcidos e que clamam por socorro. Assim, a função crítica das obras é revelar o conteúdo de verdade, que num primeiro momento deve destruir o “caos” de interpretações idealistas.
A função crítica das obras está ligada a uma crítica filosófica, e essa por sua vez, atribui a estas um caráter de enigmas. Por isso, a crítica tradicional é precária por achar que sabe a priori o que são as obras de arte. A crítica autêntica é aquela que destaca o momento intrínseco que toda obra opõe à sociedade. Dessa forma, Adorno nos convida a uma nova leitura das obras de arte. Ao se deparar com um novo ambiente[2], o filósofo não teve dúvidas de que urgentes reflexões a partir da Filosofia eram necessárias, e por isso foi radical em suas críticas, aproximando arte e crítica filosófica.
Para salientar essa proximidade da arte com a crítica filosófica, uma das obras mais significativas no contexto teórico frankfurtiano é, sem dúvida, a Dialética do Esclarecimento, escrita em parceria com Max Horkheimer e publicada em 1947. O trabalho empreendido na construção da Dialética resultou em uma análise das “conseqüências filosóficas” do iluminismo. Consiste basicamente em mostrar que “o esclarecimento, ao mesmo tempo que permitiu ao homem libertar-se dos grilhões que o acorrentavam, traz consigo a sua própria antinomia, ao tornar o homem escravo da reificação” (SILVA, 1999, p. 29).
A proposta da Dialética do Esclarecimento é verificar como essa razão instrumental invadiu o terreno da cultura e da criação artística. No segundo capítulo intitulado “a Indústria Cultural: o esclarecimento como mistificação das massas”, o termo “indústria cultural” é empregado pela primeira vez para designar a “etapa mais acabada da autodestruição do esclarecimento” (SILVA, 1999, p. 30). O objetivo dessa indústria é vender bens com o selo de “arte”. Assim, a indústria cultural representa a destruição da dimensão social da arte, uma vez que lhe interessa apenas o sucesso comercial.
O filósofo frankfurtiano contrapõe os produtos da indústria cultural com o sentido de obra de arte autêntica e autônoma. A arte autônoma possui um valor de verdade, pois se mostrava muito distante da precária condição material humana e, ao mesmo tempo, se manifestava como protesto a ordem vigente. Quando a arte protesta negando o âmbito das relações sócio-econômicas, ela atrai para si uma “promessa de felicidade”, que significa afirmar no contexto da obra uma possibilidade para o futuro.
Mas a arte autônoma não era tão acessível às massas, justamente pelo esforço cognitivo que exigia de quem a apreciasse. Contudo, isso não significa um pretexto para torná-la fácil. É em sua difícil compreensão que a arte resiste à falsa universalidade da integração, e seu valor de verdade se mostra preservado, além de sua seriedade designar um aspecto de denúncia contra a falsa organização social. As massas estavam mais ligadas a uma arte de entretenimento, que servia de “descanso”. Assim, arte séria e arte ligeira se mostravam irreconciliáveis, mas a indústria cultural fez uma forçosa união entre essas duas esferas, cujo resultado se vê na banalização da obra autêntica. 
É por muitos motivos que os produtos da indústria cultural taxados com o selo de “arte” não expressam uma dimensão social de protesto. São produtos para o deleite e “vitaminas a cansados homens de negócios” (ADORNO, 2001, p. 12). Para mostrar o potencial libertador da arte e ao mesmo tempo denunciar sua alienação na esfera da dominação, Adorno e Horkheimer, na Dialética utilizam o mito da Odisséia de Homero como antecipação do estado de coisas do capitalismo avançado.
O aventureiro Ulisses, para não ser seduzido pelo canto das sereias, pede para ser amarrado ao mastro. Para evitar o fracasso da travessia, ordena aos seus remadores que tampem seus os ouvidos com cera, para que não escutem o canto e não corram o risco de serem seduzidos por ele. Assim, Ulisses ouve a excitante música das sereias, mas não pode se entregar a ela, pois está amarrado na sua condição de dominador. Ele é a imagem do burguês que paga para assistir a um concerto. Ele aprecia o canto sem se entregar a sua promessa de felicidade, pois precisa sair dali com suas energias repostas, dando continuidade ao processo de produção. No fundo, a regressão das massas é “a incapacidade de poder ouvir o imediato com os próprios ouvidos, de poder tocar o intocado com as próprias mãos” (ADORNO e HORKHEIMER, 1985, p. 47)
O que Adorno exige da arte contemporânea é, segundo Seligamann-Silva (2003, p. 38) “que recupere a capacidade de auto-reflexão; que dialogue com indivíduos autênticos, e não com membros de uma massa amorfa”. Procedendo dessa maneira, a arte se renova e cumpre seu papel de dimensão social, de conhecimento. Ao que parece, é difícil pensar em uma superação, pois até a arte séria caiu nos ditames da indústria cultural. Se a arte recuperar seu caráter libertador, isso só vai acontecer quando a própria sociedade também mudar, o que parece permanecer apenas uma promessa. Segundo Jimenez (1977, p. 35), Adorno nos convida a uma nova leitura da arte. Essa leitura deve ser feita a partir da conciliação entre reflexão e prática. Mesmo parecendo pessimista em seus escritos, Adorno vislumbra um otimismo prático, em que talvez as coisas um dia melhorem. Valorizar a arte que surgem entre as camadas mais populares pode representar um misto de resistência e denúncia, desde que elas não sejam integradas pelo interesse econômico da indústria cultural.

(Apanhados de vários artigos circulantes na internet)



CEGO GUIANDO CEGO: ALGUÉM COM TRANSTORNO MENTAL PODE SER PSICÓLOGO?

Alguém que tenha um transtorno mental pode ser psicólogo?

CEGO GUIANDO CEGO: "Pode um cego guiar outro cego?!" (Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco!" (Mateus, 15)


No começo da psicanálise, quando Jung ainda trabalhava com Freud, ele orientou que todo psicanalista devesse fazer análise. Isto porque tendo vindo de uma experiência com transtornos mentais considerados mais graves (esquizofrenia) do que Freud (que lidava mais com neuroses), ele viu logo a necessidade de fazer uma espécie de pré-seleção dos candidatos a analista.

Afinal, alguém com uma psicose latente poderia surtar no processo de análise, ainda como paciente. Se isto estava claro, como poderia atender e avaliar bem um outro paciente?

Por isso, avaliava-se atentamente o desejo de ser um analista. Quer dizer, os motivos conscientes e inconscientes que estavam presentes em cada um.

Então, a ideia por trás desse processo de pré-seleção era de que certos tipos de estrutura psíquica não seriam recomendadas para analistas. Na verdade, até o próprio processo de análise seria prejudicial.

Uma visão oposta a esta é uma metáfora mitológica. Na mitologia grega, o personagem Quíron é um ser ligado à cura, mas ele é ligado à cura justamente por possuir em si uma ferida incurável. Sabendo cotidianamente do sofrimento de sua própria ferida, ele procura ajudar as outras pessoas a partir do sentimento de compaixão.

Interessante que compaixão em alemão é mitleid. Literalmente, sofrer com. No português também é assim = com + pathos (sofrer).

De forma que teríamos duas perspectivas opostas: por um lado, a necessidade apontada por Jung de que todo analista fizesse análise foi aos poucos sendo incorporada em outras psicoterapias (e na psicologia clínica em geral). Durante a faculdade, os professores sempre falam que devemos fazer terapia. Por outro lado, há esta metáfora do Quíron, daquele que cura por ter também em si uma ferida.




E como podemos chegar a uma conclusão?

Bem, existem transtornos e transtornos. Uma esquizofrenia tende a ter um prognóstico pior do que um transtorno bipolar que, por sua vez, possui um prognóstico pior do que um transtorno de humor (como a depressão). Há transtornos que são leves e passam desapercebido do próprio indivíduo e dos que estão ao seu redor e há transtornos que são tão graves que incapacitam para a vida toda.

Portanto, é difícil dizer sem saber o caso individual. Para transtornos graves, é natural que acabemos concordando com o olhar de Jung. Afinal, como uma pessoa com um sério problema poderia ajudar uma outra pessoa? É como o ditado que diz que “cego não conduz cego”…

Mas também temos que entender que cada profissional da área (e aqui incluímos psicanalistas, psiquiatras, terapeutas) é uma pessoa. E é virtualmente impossível que uma pessoa não tenha sofrimento (pathos). Se este sofrimento é ou não diagnosticado como um transtorno mental, se é leve, moderado ou grave é uma outra questão.

Porém, creio que não erro ao dizer que é a partir de um sofrimento que o profissional decide seguir por esta área da saúde mental. Talvez não seja o fato de ter tido um transtorno, mas sim de ver o sofrimento alheio: em amigos, familiares, colegas ou em instituições específicas.

De toda forma, é importante salientar que é um trabalho que exige muito. Exige muito saber e conhecimento e exige muito da força emocional, pois não é fácil conviver diariamente com o sofrimento das outras pessoas. Claro que o sofrimento alheio é muito variado. Um paciente sofre por ter tido uma briga estúpida com seu irmão, outro sofre por não ter tirado uma nota boa no colégio, outro por não ter tido reconhecimento no trabalho, enquanto outro está sofrendo porque perdeu uma filha ainda criança…



Por isso, é frequente encontrarmos colegas que desistem da área da psicologia clínica, porque simplesmente não aguentam lidar com sofrimentos e problemas dos outros o dia todo.

Além disso é comum e rápido dos pacientes e seus familiares perceberem os desequilíbrios e problemas pessoais dos terapeutas de modo que o abandonam com certa rapidez e não costumam dar continuidade na terapia por muito tempo, causando desânimo e abandono da profissão pelo profissional, principalmente quando lembram da Parábola Blíblica que enfatiza "que é possível um cego guiar outro cego? Não acontecerá que ambos venham a cair em algum buraco?" (Lucas 3:36).

“Pode parecer estranho o que eu vou dizer, mas autoconhecer-se não é para qualquer pessoa a qualquer hora. Vi muitos estudantes de psicologia, especialmente no meio do curso, totalmente perdidos. De tanto questionar a própria vida, a própria família, a formação, o sentido das coisas, acabaram se perdendo. E, se perdendo, às vezes desistiam do curso. Este pode ser sim um ponto negativo para fazer a faculdade de psicologia. Ainda mais se a pessoa tiver alguma predisposição a alguma doença mental”.

Me perguntaram se ter tido algum problema emocional como depressão ou compaixão excessiva (quando o problema alheio afeta os sentimentos da pessoa que escuta ou tenta ajudar) poderia prejudicar na carreira. Este texto procura, portanto, responder a estas perguntas.


Avaliação psicológica para ser psicólogo

Muitas pessoas não sabem mas antigamente havia uma avaliação psicológica antes de o candidato ao vestibular entrar na faculdade de psicologia. O exame avaliava se o estudante tinha capacidade para ser psicólogo. O processo era semelhante ao exame da OAB, no sentido de avaliar a competência, só que era realizado antes do ingresso no curso. A diferença, entretanto, era ser uma avaliação psicológica e não uma avaliação de conhecimentos. Claro, atualmente esta exigência não mais existe e qualquer um pode entrar, cursar e ser diplomado como psicólogo ou psicóloga.
Durante a minha graduação, havia um colega que todos sabiam possuir um grave transtorno mental. Por questões éticas, claro, não vou dizer com detalhes. Mas era notório como professores e alunos ficavam quando ele falava coisas sem sentido nas aulas. Muitos professores defendiam que este aluno não poderia formar. Outros achavam que o próprio mercado cuidaria de selecioná-lo (para fora do trabalho como psicólogo).
E, neste contexto, surgia a pergunta se não seria positivo ter uma prova que selecionasse – como existia antes – para que candidatos com sérios transtornos mentais não pudessem fazer a faculdade. Obviamente não existe mais quem defenda esta posição de forma contundente, já que o discurso de toda a sociedade é o da inclusão. Além do mais, a pessoa pode cursar faculdade porque quer aprender, mais do que ter aquela disciplina como profissão.

Uma doença mental pode afetar a profissão dentro da psicologia

Definir doença mental iria muito além dos limites de um texto como este. Mas podemos entender a doença mental como sofrimento psíquico. Quando sofremos por um determinado problema, seja ele interno ou externo, poderíamos dizer que estamos passando por um distúrbio, quer dizer, por algo que incomoda o nosso equilíbrio. Até aí tudo bem. A questão é sabermos se esta “doença mental”, se este distúrbio, se este sofrimento é leve, moderado, grave ou crônico.
Em outras palavras, todos nós podemos passar por perturbações, por dificuldades, por sofrimentos. Como alertava Freud, a diferença é de grau e não de estrutura. Ou seja, é a quantidade de sofrimento que vai afetar os sujeitos de formas diferentes. Foi a partir destes conhecimentos obtidos na clínica, que no início do século passado começou-se a ter a exigência de que todo psicanalista deveria fazer a sua própria análise. Tese defendida por Jung.
Este pensamento influenciou também a psicologia e atualmente toda pessoa que quer ser um psicólogo ou psicóloga clínica ouve a recomendação – durante a faculdade – para também fazer terapia com um psicólogo ou psicóloga clínica. O objetivo de toda terapia é o autoconhecimento. Pois, na clínica, apenas a partir do momento que estamos bem conosco mesmo é que podemos ajudar nossos pacientes. Pontos cegos em nosso processo de autoconhecimento poderiam fazer com que as nossas interpretações e intervenções fossem falhas e conduzissem a erros no diagnóstico ou tratamento.
Além disso, pessoas que tenham sérios transtornos mentais como psicoses graves – nas quais a pessoa surta – ficariam alertadas de seus problemas e, deste modo, poderiam conduzir sua carreira dentro da psicologia em outra área como a área acadêmica, de pesquisa, enfim, uma área que não fosse diretamente ligada ao contato com outros sofrimentos graves, já que nesse caso o próprio profissional teria problemas para orientar seus pacientes.

Conclusão

Bem, respondendo de forma mais direta às perguntas, posso dizer que ter uma predisposição a uma doença mental pode afetar a carreira dentro da psicologia, apenas, se esta provável doença mental for grave e incapacitante. Na maior parte dos casos, os sofrimentos psíquicos moderados ou leves não afetam de forma decisiva o aprendizado durante a faculdade ou o trabalho depois da formatura.
Ou seja, ter tido depressão ou ter uma grande empatia com os demais, uma certa sensibilidade para o sofrimento de quem está próximo, provavelmente não vai prejudicar ou tolher a carreira dentro da psicologia. Como qualquer sofrimento mental e emocional pode ser trabalhado na terapia, se o psicólogo tiver interesse de seguir na psicologia clínica (esta área é mais propensa a que o sofrimento alheia interfira na saúde mental do profissional) seria altamente recomendável que o estudante e o profissional fizesse também a sua terapia. Assim como acontece na psicanálise.
Outras áreas da psicologia como hospitalar, escolar, social, organizacional, claro, também exigem equilíbrio emocional e mental. Mas o procedimento é sempre o mesmo, trabalhar as suas questões no consultório de seu próprio psicólogo (ou supervisor clínico) para que os problemas pessoais não afetem de forma negativa no trabalho.



(Texto de Felipe de Souza. Psicólogo Clínico (CRP 04/25443), Mestre (UFSJ), Doutor (UFJF), Instrutor de Mindfulness (Unifesp), Coach e Presidente do Instituto Felipe de Souza). 






domingo, abril 16, 2017

Casamento na Rua



Casamento na rua. Evento inusitado nos dias de hoje e em centros urbanos, como o centro da Asa Norte de Brasília. Esse casamento aconteceu numa pracinha e a banda acompanhou os noivos em cortejo festivo durante 2 Superquadras, enquanto garçom vestido à caráter servia bolo, cervejas estupidamente gelada para os convidados e transeuntes em 2 carrinhos usados na construção civil e canteiros de obras que normalmente são usados pra transportar concreto, que eram empurrados durante o percurso por outras pessoas.
As imagens das pessoas são de convidados.
Porque o amor não tem preço! O amor não se mede. O amor se vive em plenitude e intensidade eterna.












quinta-feira, março 30, 2017

9 MESES EM 4 MINUTOS (Ton MarMel)

Uma viagem incrível. O dom da vida é o melhor dom que Deus nos deu! Não seja um covarde em sua vida! Seja um vencedor. Seja uma pessoa digna de sua própria vida. Você não nasceu porque quis, mas porque Deus quis e te deu esse presente de Deus para que você o aproveite, que saiba desfrutar de presente único no seu curto tempo de existência.







segunda-feira, março 27, 2017

EU, A VACA E A FAUNA

Não há nada na vida que o amor não supere e não há nada mais gostoso que um amor correspondido .Mas o amor é um mistério divino sem fim, e quando incondicional não há nada mais triste que a luta para esquecer um grande amor. 


Eu, a Vaca e a Fauna. Série avulsa de 20 pinturas, colagens, desenhos que foram utilizados em Arte Terapia de psicologia para cura e libertação. 2010. Ton MarMel #tonmarmel #marmel 






NAMORANDO ATISTA

SE VOCÊ NAMORA UM(A) ARTISTA, LEIA ESSE TEXTO!


Namorar já é complicado por natureza, mas se tratando de namorar artista, se torna um pouco mais complexo.


O artista não é uma pessoa comum, falo isso por experiência própria, por ser artista. Se você está pensando em namorar um poeta, uma escritora, um fotógrafo, uma desenhista, um grafiteiro, uma dançarina, um músico ou qualquer outro tipo de artista, saiba que existem algumas coisas específicas de artista, um “mal de artista” que você precisa saber.


Eu vou listar algumas coisas que tenho percebido:

1. Se você é a primeira pessoa que ela(e) mostra uma arte nova, saiba que você é muito especial:

Certa vez eu escrevi “Dê valor a quem mostra para você as coisas que escreve, despir a alma é mais íntimo que despir o corpo”. Isso faz muito sentido para quem faz arte. Quando o artista faz alguma coisa, ele coloca todo seu coração e sinceridade naquilo, é algo muito íntimo para ele, é como se estivesse com o coração pelado! Se você é a primeira pessoa a quem mostra a arte, seja uma poesia, uma música, uma foto, um vídeo, um desenho, uma dança ou qualquer outra obra de arte, saiba que a pessoa confia muito em você.

2. Artista precisa de tempo sozinho:

Ficar sozinho é preciso para o artista, é quase como um ritual. A cabeça do artista é um turbilhão e precisa ficar sozinho hora ou outra para conseguir filtrar suas ideias, refletir sobre si mesmo, acalmar a ansiedade. Não é que não queira ficar com você, a pessoa só precisa de um tempo só pra ela.

3. Artista tende a ser dramático com seus sentimentos:

Pode ser só uma tristezinha momentânea e sem sentido, ela vai fazer daquilo uma novela, vai sofrer, vai lamentar a vida, o mundo dela acabou, vai ouvir Adelle e chorar. Artista não consegue sentir pouco as coisas, todas as emoções são levadas a sério. Mas isso passa. É só deixar ela sozinho um pouco e o drama acaba haha

4. Ou a pessoa está SUPER ENTUSIASMADO ou 100% desinteressado:

Artista precisa viver tudo com muita emoção, ou AMA o trabalho ou odeia demais (!), ou ADORA algum filme ou ACHA O PIOR FILME DO MUNDO! Artista não consegue viver muito tempo fazendo alguma coisa que não lhe cause tesão, paixão, entusiasmo!

5. NUNCA CRITIQUE SUA ARTE ASSIM QUE TERMINAR DE FAZER:

Essa é muito importante. Quando um artista acaba de fazer alguma coisa, ele está apaixonado pela sua obra prima, é como um filho recém nascido! Se ele pede sua opinião, não quer saber mesmo, quer apenas mostrar para alguém. Sorria e acene! Se você tem alguma crítica para fazer, espere algumas horas para comentar, e com muita delicadeza, qualquer crítica será levada para o lado pessoal e ele se ofenderá profundamente. (volte para o item 1 e 3 haha)

6. Cada dia uma novidade

Gostar das mesmas coisas sempre, fazer sempre igual, rotina… não são coisas de artista! Namorar artista é saber que ele virá cada dia com uma novidade, com um gosto musical diferente, com um hobbie novo, um estilo diferente de se vestir. O artista precisa experimentar o novo, ele é movido pela novidade!

7. O Sonho é mais importante que o agora!

O artista é um sonhador, ele vive em função do sonho, trabalha em função do sonho! Você tem que sonhar com ele, namorar artista é ser parceiro de sonho, é pra sonhar junto!

Bom, espero ter ajudo a todos com essas sete características gerais dessas pessoas tão complicadas… Claro que vale para namorar um artista ou uma artista né!




(Desconheço o autor)

sexta-feira, março 24, 2017

VIDA EM ABUNDÂNCIA 2- Parque Olhos D'Água de Brasília

Assim como a purificação da nascente do rio faz com que a foz se purifique, a purificação do aspecto espiritual, a elevação do nível espiritual e o renascimento ABANDONANDO O EGO constituem o meio misterioso que rapidamente conduz à saúde , harmonia e prosperidade... (Arte Mahikari. O Sonen do Kamikumite).

Filmado na Asa Norte de Brasília, Parque Olhos D'água, sexta-feira, 24.3.2017, exatamente a 10min a Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Presidência da República.








VIDA EM ABUNDÂNCIA - Parque Olhos D'água (Ton MarMel)

Assim como a purificação da nascente do rio faz com que a foz se purifique, a purificação do aspecto espiritual, a elevação do nível espiritual e o renascimento ABANDONANDO O EGO constituem o meio misterioso que rapidamente conduz à saúde , harmonia e prosperidade... (Arte Mahikari. O Sonen do Kamikumite).

 Filmado na Asa Norte de Brasília, Parque Olhos D'água, sexta-feira, 24.3.2017, exatamente a 10min a Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Presidência da República.










quinta-feira, março 09, 2017

DESORDINÁRIAS - EXPOSIÇÃO DE ARTES: SERVIÇOS GERAIS (Laryssa M - Laryssa Albuquerque Martins) Galeria Espaço Piloto. UnB. Brasília. 2017

Formand@s dos cursos de Artes Plásticas e Teoria, Crítica e História da Arte da Universidade de Brasília, juntamente com seus orientador@s e a Galeria Espaço Piloto têm a honra de convidá-l@s para a exposição de graduação Serviços Gerais.

Laryssa M. (Laryssa Albuquerque Martins). Desordinárias I, II e III. Impressão fotográfica sobre PVC de 120 x 120 cm. Ano: 2016. Preço atual: R$ 1.000,00 cada obra. 


ARTISTAS PARTICIPANTES DA EXPOSIÇÃO COLETIVA
Amanda Yuki | Amanda Rodrigues | Bianca Brivarez | Cainan Rodrigues | Camila Ligabue | Cirilo Quartim | Gisele Lima | Henrique Siqueira | Isabela Formiga | Jess Rod | José de Deus | Keyla Cristyna Oliveira | La Conga Rosa | Laryssa M. | Luísa Bianchetti | Maísa Rabelo | Marcela Eduarda | Sara Soyaux | Thaís Oliveira | Thalita Caetano | Yuri Thevenard |
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Desordinária I. Laryssa M. Fotografia impressa sobre PVC. 160 x 160 cm. 2016

Data de Abertura: quinta, 09/03, às 18h
Visitação: de 10 a 24/03, de segunda a sexta
Horário: das 10h às 18h
Local: Galeria Espaço Piloto (Ed. Oficinas Especiais, Bloco A - Campus Universitário Darcy Ribeiro, UnB - Asa Norte, Brasília, DF)


Desordinária II. Laryssa M. Fotografia impressa sobre PVC. 160 x 160 cm. 2016

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível

Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar. 

Há ideias vulgares e ideias elevadas, há sensações simples e sensações complexas; e há criaturas que só têm ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes têm ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a expressão. Não há para a arte critério exterior. O fim da arte não é ser compreensível, porque a arte não é a propaganda política ou imoral. 



Fernando Pessoa, in 'Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo' 

Desordinária II. Laryssa M. Fotografia impressa sobre PVC. 160 x 160 cm. 2016

O Valor da Obra de Arte

A fonte imediata da obra de arte é a capacidade humana de pensar, da mesma forma que a «propensão para a troca e o comércio» é a fonte dos objectos de uso. Tratam-se de capacidades do homem, e não de meros atributos do animal humano, como sentimentos, desejos e necessidades, aos quais estão ligados e que muitas vezes constituem o seu conteúdo. 

Estes atributos humanos são tão alheios ao mundo que o homem cria como seu lugar na terra, como os atributos correspondentes de outras espécies animais; se tivessem de constituir um ambiente fabricado pelo homem para o animal humano, esse ambiente seria um não mundo, resultado de emanação e não de criação. A capacidade de pensar relaciona-se com o sentimento, transformando a sua dor muda e inarticulada, do mesmo modo que a troca transforma a ganância crua do desejo e o uso transforma o anseio desesperado da necessidade - até que todos se tornem dignos de entrar no mundo transformados em coisas, reificados. Em cada caso, uma capacidade humana que, por sua própria natureza, é comunicativa e voltada para o mundo, transcende e transfere para o mundo algo muito intenso e veemente que estava aprisionado no ser. 



Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'

O Melhor Motivo para Criar Arte



No artista criador, qualquer produção deve estar marcada com o cunho da necessidade, caso contrário, é desviada no sentido exacto do termo. Naquele que cria por imitação e se prende em todo o caso ao efeito do instante, esse elemento de necessidade interior pode ser também substituído por um outro: a rotina, a ambição, o desejo de causar efeito. 


Arthur Schnitzler, in 'Observação do Homem' 


A Arte e a Vida

Todos nós sabemos, quando fazemos algo, o quanto deixámos de fora, o quão grandemente falhámos, e carregamos dentro de nós uma imagem da coisa perfeita que falhou na materialização, e isso nós encaramos como o poema, isso é o que pedimos que nos reconheçam. Isso é o nosso orgulho, o nosso ego, exigindo completo reconhecimento. 



E é difícil separar a obra de arte do homem ou da mulher que a produziu. Tendemos a confundir os dois. No fim de contas, suponho, a história da luta que o artista atravessou para dar à luz a sua ideia é tão patente, tão intensa, que mesmo que queiramos permanecer críticos — às vezes — vemos que é quase impossível fazê-lo. Mas só porque a arte não é vida, só porque a arte é uma criação tão inextrincavelmente ligada à vida, precisamos de fazer grandes esforços para isolar o elemento da arte em vez do elemento da vida. Por vezes, parece-me quase ridículo dizermos que este homem é mais humano do que aquele, que revela mais da vida, etc., no seu trabalho. 



Como pode alguém realmente dizer isso... se levarmos isto ao limite? Porque o último movimento da caneta é revelador... Tudo é revelação. É tudo um registo claro — para aquele que consegue ler — da luta entre o indivíduo e a vida. Exactidão e autenticidade... Estas são palavras que exprimem o grau da relação vital entre as duas, arte e vida, o grau de medida da luta. 

Henry Miller, in "Carta de Henry Miller a Anais Nin, 1933" 


A Importância da Arte

A arte é, provavelmente, uma experiência inútil; como a «paixão inútil» em que cristaliza o homem. Mas inútil apenas como tragédia de que a humanidade beneficie; porque a arte é a menos trágica das ocupações, porque isso não envolve uma moral objectiva. Mas se todos os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário. Acreditem que os teares paravam, também, e as fábricas; as gares ficavam estranhamente vazias, as mulheres emudeciam. A arte é, no entanto, uma coisa explosiva. Houve, e há decerto em qualquer lugar da terra, pessoas que se dedicam à experiência inútil que é a arte, pessoas como Virgílio, por exemplo, e que sabem que o seu silêncio pode ser mortal. Se os poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales, penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis. O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo. 

Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito' 


A Utilidade da Arte


- Mas, com licença - dirão os senhores - em que se funda; que razão concreta a sua para dizer que a arte nunca pode ser contemporânea e não corresponde à realidade quotidiana? 

Respondemos. 


Em primeiro lugar, se tomarmos em conjunto todos os factos históricos, principiando no começo do Mundo e acabando nos nossos dias, veremos que a arte esteve sempre com o homem; respondeu sempre aos seus anseios e ao seu ideal; ajudou-o a procurar este último... foi co-natural com ele, evolucionou em uníssono com a sua vida histórica e morreu também ao mesmo tempo que a sua vida histórica. 

Em segundo lugar (e isto é o importante), o génio criador, base de toda a arte, vive no homem como manifestação de uma parte do seu organismo, mas vive inseparável do homem. De onde se conclui que o génio criador não pode tender para outros fins que não sejam os que visa o próprio homem. Se seguisse outro caminho, quereria dizer que se separara dele. E, por conseguinte, teria infrigido as leis da natureza. Mas o homem enquanto são não viola as leis da Natureza (de maneira geral). De onde se conclui que não há nada a temer no que diz respeito à arte: esta não atraiçoará a sua missão. Viverá sempre na vida real e presente do homem; não pode fazer outra coisa. Por conseguinte, sempre se manterá fiel à realidade. 

Claro, o homem sempre pode, no decurso da sua vida, afastar-se da realidade normal, infringir as leis da natureza: então a arte, arrastada atrás dele, também se afastará. Mas isto só prova a sua íntima, inquebrantável união com o homem, a sua eterna fidelidade ao homem e aos seus interesses. 
Mas voltamos a repetir que a arte só será fiel ao homem enquanto não servir de obstáculo ao seu desenvolvimento. 
Assim, o primeiro dever, neste ponto, é de não coibir a arte seja com o que for capaz de a entravar ou de a afastar para fins diversos, não ditar-lhe leis que, mesmo sem isso, já não são poucos os escolhos com que ela tropeça no caminho. Não lhe faltam seduções e aberrações inerentes à vida histórica do homem. Quanto mais livremente se desenvolver tanto mais normalmente actuará e tanto mais depressa encontrará o seu caminho quotidiano e «útil». E sendo os seus interesses e os seus fins idênticos ao do homem, a que serve e de quem é inseparável, quanto mais livre for o seu desenvolvimento tanto maior utilidade trará aos mortais. 

Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor' 

Arte e Sensibilidade


1) Toda a arte se baseia na sensibilidade, e essencialmente na sensibilidade. 


2) A sensibilidade é pessoal e intransmissível. 

3) Para se transmitir a outrem o que sentimos, e é isso que na arte buscamos fazer, temos que decompor a sensação, rejeitando nela o que é puramente pessoal, aproveitando nela o que, sem deixar de ser individual, é todavia susceptível de generalidade, portanto, compreensível, não direi já pela inteligência, mas ao menos pela sensibilidade dos outros. 

4) Este trabalho intelectual tem dois tempos: a) a intelectualização directa e instintiva da sensibilidade, pela qual ela se converte em transmissível (é isto que vulgarmente se chama "inspiração", quer dizer, o encontrar por instinto as frases e os ritmos que reduzam a sensação à frase intelectual (prim. versão: tirem da sensação o que não pode ser sensível aos outros e ao mesmo tempo, para compensar, reforçam o que lhes pode ser sensível); b) a reflexão crítica sobre essa intelectualização, que sujeita o produto artístico elaborado pela "inspiração" a um processo inteiramente objectivo — construção, ou ordem lógica, ou simplesmente conceito de escola ou corrente. 

5) Não há arte intelectual, a não ser, é claro, a arte de raciocinar. Simplesmente, do trabalho de intelectualização, em cuja operação consiste a obra de arte como coisa, não só pensada, mas feita, resultam dois tipos de artista: a) o inspirado ou espontâneo, em quem o reflexo crítico é fraco ou nulo, o que não quer dizer nada quanto ao valor da obra; b) o reflexivo e crítico, que elabora, por necessidade orgânica, o já elaborado. 

Dir-lhe-ei, e estou certo que concordará comigo, que nada há mais raro neste mundo que um artista espontâneo — isto é, um homem que intelectualiza a sua sensibilidade só o bastante para ela ser aceitável pela sensibilidade alheia; que não critica o que faz, que não submete o que faz a um conceito exterior de escola ou de moda, ou de "maneira", não de ser, mas de "dever ser". 

Fernando Pessoa, in 'Carta a Miguel Torga, 1930' 

O Melhor Motivo para Criar Arte

No artista criador, qualquer produção deve estar marcada com o cunho da necessidade, caso contrário, é desviada no sentido exacto do termo. Naquele que cria por imitação e se prende em todo o caso ao efeito do instante, esse elemento de necessidade interior pode ser também substituído por um outro: a rotina, a ambição, o desejo de causar efeito. 


Arthur Schnitzler, in 'Observação do Homem'