TRADUTOR / TRANSLATER

TRADUTOR / TRANSLATER / TRADUCTEUR / TRADUCTOR / TRADUTTORE
English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Quem sou eu

Minha foto

Bem vinda(o) à página de Ton MarMel, Artista Visual, que desde criança manifestou dotes para pintura, desenho, escultura, frequentou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, recebeu inúmeros prêmios, participou de dezenas de salões de artes, exposições INDIVIDUAIS no Brasil e exterior, é Advogado, doutor em Direito Público há mais de 15 anos, que tem a missão de oferecer obras de artes, serviços artísticos experientes e conhecimentos de excelência com criatividade, segurança e eficiência, inclusive para ASESSESSORIA ARTÍSTICA, CONSULTORIA ON LINE.  (º--º)  Meu trabalho é conhecido e reconhecido por várias pessoas físicas e jurídicas pois presto serviços e ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E EM GRUPOS, inclusive como PALESTRANTE sobre arte social, direito, projetos sociais de relevância, desenvolvimento pessoal, motivação, empoderamento, liberdade emocional.



TOTAL DE VISITANTES

TOTAL DE VISITANTES

SEGUIDORES DE MARMEL

PESQUISAR NESTE SITE?

RECEBER NOTÍCIAS DE PUBLICAÇÕES? DIGITE E-MAIL

Poetado



"POETADO  porque participo o passado do meu verbo poetar." (Ton MarMel)






COTIDISTEMA
(Ton MarMel)

E eu vou fazer de te o meu futuro escravo
Devedor sem fim.

Deverás a mim tuas vestes,
Tua própria pele
Pela tua vinda a vida.

Andarás por onde determino
Pensarás com cuidado
Umas mil vezes
E dez mil vezes terás
Tua boca e gestos podados.

Pois assim quero,
Assim determino...

A tua pobre alma a mim oferecida
Será cuspida e surrada
Enquanto tua carne sangrando
Será esquartejada.

Louvarás e enfrentarás por mim
A fome, a sede, a dor e a guerra
O calor, o frio, o inferno.

Pois assim irás querer
E assim desejarás.

O teu árduo trabalho
Será meu passatempo enriquecedor
E a tua terrível dor
Minha mais doce diversão.

Viverás como na sarjeta
Não comerás o puro pão
E guardarás para ti
A cólera do teu coração

Chorarás, esperniarás
Juntar-te-á a iguais em milhões e aos milhares

E por fim, após tudo
Exausto e velho portanto
Verás no fim da triste vida
O botão-flor-fruto
Do teu sangue abortado

Liberdade!



....................................................................................................................................................................


SUPER-HEROI
(Ton MarMel)

Amorzinho meu
Ceu que cintila na luz da imensidão
Por favor não esqueças jamais
Pois sei que falo bastante todo dia
Que a vida é cheia de maldade
E que a rotina da realidade é fatal
Mas que apesar dos pesares e penares
Meu amor por ti
É super-heroi imortal...


...................................................................................................................................................................


Canção do Ratinho
(Ton MarMel)

Te pegam na rua
Te dão uma grana
Te pedem pra me enganar
Te pedem pra te me enrolar
Te pedem pra me roubar

O rato da rua
Entrou pra política
Chegou ao Congresso
Ganhou uma grana
Virou um corrupto
Juntou-se ao gato
Que que o comeu...


...................................................................................................................................................................


Política de Mercado
(Ton MarMel)

Vende-se
felicidade de curta idade
em prefeito estado
e quase sem nenhum estrago

Vende-se
a verdade da tristeza
em tons creminhos
com pouco uso
e cheia de inúteis qualidades

Vende-se
a moral
a ética
o próprio filho
a própria mãe

Vende-se
as próprias qualidades
de tonalidades duvidosas
de bom uso pelos políticos

Vende-se políticos
De todos os sinônimos
Poucos adjetivos
Quase sem ideais
Por preço excepcional
De liquidação
É negócio de ocasião
É perder ou largar

Vende-se ideais
Vende-se o próprio dinheiro
A força de trabalho
O próprio corpo
A própria alma
Todo o ser e sua existência

Vende-se procuração de Deus
Bens materiais e imateriais
Vende-se a amazônia
Um goleiro solitário
Vende-se o tempo
Os outros
A vida
Já quase sem vida
Com pouca vontade de viver

Vende-se a vontade de não viver
De não lutar
De não vencer

Vende-se o comodismo
A solidão
A decepção
O desamor
A falta de cidadania
A falta de respeito
A inversão de valores

Vende-se isso, aquilo
Mil coisas e coisas mil

E as tabuletas de preços seguem pelas cidades
No seu vai-vem de preços inflacionados
Sem nenhum comprador aparente
E todo mercado vendido.


 

Na medida da possibilidade do tempo os biscoitos serão resgatados do baú para este espaço sideral.